Sempre tive tesão por pés femininos, como todos vocês (acho eu), é um fetiche que vem desde a infância.Minha primeira lembrança sobre fetiche... Foi quando eu tinha uns 4 anos (sei disso por causa do local onde eu morava com essa idade), era uma empregada-babá, mulata, não me lembro se era bela, nem se tinha pés bonitos, mas lembro de ter agarrado a perna dela e falar que só soltaria se ela pisasse na minha mão, lembro perfeitamente que ela pisou e saiu com pose de vitoriosa.
Lembro também de uma professora, eu estava na quarta série, ela era uma gordinha, e tirava o tênis na sala de aula, eu sentava bem pertinho da sua mesa,e juro, cheguei a sentir o cheiro de seu chulézinho algumas vezes (engraçado é que na época me dava um pouco de nojo com tesão), meu piu-piu ficava durão.
Aos 11 ou 12 anos tive meu primeiro contato direto "pés-boca", foi numa festa de aniversário de um primo. Eu estava com uma turminha brincando de "tudo que o mestre mandar ". Quem não fazia pagava uma prenda. Um garoto não conseguiu fazer o que a garota pediu e a prenda que ela queria era beijar seu pé ( o peito do pé mesmo ), o garoto recusou, e foi expulso da brincadeira, mas eu não poderia perder a oportunidade. Na minha vez, é claro que não fiz porra nenhuma, e na hora de pagar a prenda aquela moreninha linda, que devia ter minha idade pediu pra mim, na cara de pau: - Quero que ajoelhe e beije meu pé , senão tá expulso da brincadeira ! Eu dei uma de pedir outra prenda, mas nada adiantou, eu ajoelhei sob as risadas da galerinha, ela levantou o pé e eu beijei a solinha, mas eu estava tão nervoso que nem senti o cheiro (até hoje me arrependo disso). Todos riram e ela falou que não precisava ser embaixo do pé, mas eu não iria perder aquela oportunidade.Pouco tempo depois me apaixonei pelos pés da mãe do meu melhor amigo. Ela era loira, bonita, meia gordinha, e tinha os pés lindos, sempre com esmalte de cor forte. Eu jogava botão sempre perto de seus pés. Um dia brincando com esse amigo, falei que aguentava a mãe dele em cima de mim por 2 minutos. Ele duvidou (era tudo que eu queria ) e apostamos um brinquedo ( lembro até hoje: um Falcom). Ele chamou a mãe e disse pra ela pisar em mim. Ela falou assim : "claro que não, posso matar ele", aí eu disse: eu guento. Ela pensou e depois do nosso convencimento ela, que já estava descalça subiu com os dois pés na minha barriga. Lembro-me que eu não aguentei nem 15 segundos, fiquei vermelho e comecei a me debater. Ela desceu rindo e perdi a aposta, mas fiquei realizado.
Adoro ser podólatra. E se um dia pudesse escolher ou trocar de fetiche, optaria por pés, sem troca ou cura. Quando eu era novo, eu achava essa tara estranha, tinha vergonha, ninguém podia nem desconfiar. Sei lá o que iriam pensar, poderiam achar que eu era doente, retardado, comunista, sei lá !! Nenhum amigo meu sabia, meus pais nem imaginavam. Eu achava que era problema de reencarnação, que na outra vida eu tinha sido morto pisoteado, e que o trauma foi tão grande que virou tesão nesse corpo. Onde eu morava e também naquela época, não tinha nada que se referisse a podolatria, quem ta na faixa dos 30 sabe disso, nem revista, nem filme , nadinha.Eu primeiro descobri que o nome era fetiche. Então eu fui até a biblioteca municipal e pedi uma enciclopédia sobre feto, e dalí fui ler sobre fetiche. Descobri muitas coisas, e depois comecei a frequentar sebo de livros velhos para ler sobre psicanálise, sem comprar o livro, por que me dava vergonha. Lí que era uma doença quase sem cura, e que eu era sadomasoquista. Fiquei preocupado, e isso atrapalhou um pouco o início da minha sexualidade. Depois soube que existia uma cura por hipnose, mas era caro e demorava, e não tinha garantia. Então tomei a atitude mais correta da minha vida "VOU SER SEXUALMENTE DIFERENTE E DESFRUTAR DISSO ".
É claro que nunca me apresentei numa relação como podólatra, a coisa vai fluindo. Porém uma coisa eu digo: raramente fui repreendido pelas mulheres. Graças a Deus é uma tara bem aceita. Sou um homem "pintoso", normalmente tenho as mulheres que quero, e sempre estou optanto pelo meu prazer. Prefiro as gordinhas, e não abro mão disso. Prefiro também uma feia de pés lindos do que uma linda de pés feios. O piu-piu demora a subir com pés feios (só se a gata for muito criativa).
Hoje meus melhores amigos sabem que sou podólatra e alguns até invejam. As garotas que fico sabem e a maioria curte. Sei diferenciar totalmente a submissão na cama da minha integridade moral perante a sociedade. A internet veio a ajudar e muito. Comunidades se formam, grupos marcam encontros e já conheço um noivado Dominadora X escravo. Que lindo... É claro que serão felizes.O nosso principal papel, é somente saber lidar com nosso fetiche. Saber transmitir isso pra nossas parceira e namoradas ou esposas. Tudo numa boa. A partir do momento, que nossas parceiras souberem que sendo companheiras de fetiche, o sexo vai melhorar tanto na duração, como na qualidade, elas vão nos Dominar, pisar, pular etc. Nada (quase nada) deve ser ocultado. Quando digo quase nada, é em relação ao crush, isso pode abalar relacionamentos, vai depender da cabeça da mulher e da situação em questão. O crush ( esmagamento ) é tema polêmico entre podolatras e não podolatras. Pessoalmente acho válido, se a parceira concordar, claro.
Acho meio inútil essa galera anunciar assim nos sites : podolatra procura rainha má. Quase nunca vai conseguir, aliás, consegue se pagar. Uma vez lí um texto muito bom, acho que do Greco, sobre trample etc. Ele foi muito pessimista, dizendo que mulher nenhuma curte fazer e quando faz é pra satisfazer o homem, e que um dia aquilo vai enjoar e acabar ( mais ou menos isso). Discordo na parte que fala que a mulher vai enjoar e aquilo vai acabar. Não enjoa, nem acaba ! Falo por experiência própria.
Tive um relacionamento de 8 anos, e sempre rolou trample e dominação numa boa. E se ouve enjôo foi da minha parte. E é claro que depois rola um sexo gostoso, aí um realizando os desejos do outro.
Eu tive uma fase da minha vida em que frequentava puteiros. Lá a coisa já é outra, não se fode em puteiro. Só se a muilher for muito gata. Puteiro é para trample, crush e outras taras que não envolvem sexo. Mas cuidado pra não sair quebrado, as mulheres querem é sua grana. Eu tenho ampla experiência em puteiros, fui freqüentador. Não via como traição, pois raramente trepava e nem beijava as garotas, ia para fantasiar, sem ter que dar muitas explicações. Quase sempre era bom, saía satisfeito. Eu tinha até uma lista das garotas mais crueis e dos pés mais belos. E não se fode em puteiro, as meninas até preferem só dominar sem penetração, elas descansam a xotinha !Hoje com a explosão das festas BDSM aqui no Rio, minha vida mudou pra melhor. Pra falar a verdade não vivo sem as festas. Conheci pessoas maravilhosas e fico feliz em afirmar que meus grandes amigos de hoje são os que conheci nessas festas. Inclusive um dos maiores prêmios foi ter conhecido a minha musa Juju, pessoa que amo e que me identifico em tudo que faço. Agradeço aqui a todos os realizadores de todos os eventos que fui.
Acho que o universo fetichista deu seu primeiro pulo com o advento da Internet. E agora o segundo pulo com o surgimento das festas. Antes, você conhecia pessoas iguais a você somente no virtual, com as festas, você as conhece pessoalmente, e aí curte sua tara numa boa.Ainda sou novo, tenho muito que curtir dentro desse nosso universo.
Quaquá !
Owner da lista Gatas de Solas Lindas, principal veículo de divulgação de praticamente todas as festas fetichistas do RJ.

1 comentários:
fala quaquá,aqui é o naquias.vc como sempre surpreendendo com suas atitudes legais e sinceras.acho vc um cara super gente boa q sabe fazer e manter muitos amigos. gosto do jeito q vc encara e coloca as coisas. acho q as festas fetixistas não seriam tão boas sem vc, pois o seu modo de colocar as coisas nos faz entender e curtir melhor esse universo.valeu, continue assim. um abraço.
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