28.11.06

Glauco Matoso no Entrelinhas - TV Cultura - 29/11

O programa literário "Entrelinhas", levado ao ar pela TV Cultura nas quartas-feiras às dez e meia da noite e apresentado por Ivan Marques, traz no dia 29 de novembro a entrevista gravada com o poeta e ficcionista Glauco Mattoso. Não por acaso, a gravação foi realizada na Casa Eurico, uma loja de sapatos para quem calça número acima de 44: rodeado de sapatões e dos latagões que os compram, o autor dos romances "Manual do podólatra amador: aventuras e leituras de um tarado por pés" e "A planta da donzela" fala do fetichismo e de outros temas elevados ou profundos em sua obra e na literatura universal. O programa é reprisado aos domingos, uma da tarde.

Visite também o site do programa e os do autor:

http://glaucomattoso.sites.uol.com.br



UP DATE


Sensacional a entrevista com o Glauco Matoso na TV Cultura ontem. Felizmente eles disponibilizaram no site e vai ficar no ar até o próximo programa. Vale dar uma olhadinha!

27.11.06

A pirata - Pedro Lozada

Tava hoje navegando em meus links quando, só pra variar, fui ao Evil Women. Para os que não sabem este blog é um dos poucos em português (com textos em inglês também) que tem contos e matérias sensacionais sobre Giantess e Malvadas. A malvada Beattrice já até andou aterrorizando por lá... risos. Quem que curte Giantess ainda não leu Beattrice e os três filhos de Pedro Lozada?! Estava há séculos sem atualização e tive uma deliciosa surpresa ao ver que o autor, Pedro Lozada, decidiu colocar a mão na massa e postar uma história malvadinha. O texto é A Pirata, curtinho, delicioso de ser lido e as imagens... Quem gosta de piratas e malvadas, não deve deixar de ler.


Eu não sabia o que fazer. Não queria nem viver. Queria apenas ficar perto daquela deusa. Abaixei minha cabeça e comecei a beijar e lamber suas botas sofregamente,enquanto as lágrimas me escorriam pelo rosto. Alguns piratas tentaram me tirar dali, mas ela disse:

- Deixem o verme me adorar. Eu mereço. E é a última coisa que ele vai fazer. - E levantou a ponta da bota, apoiando-a no calcanhar: - Lamba a sola, verme. É onde está a sujeira, o que você merece.

O truque está nos sapatos

Tava lendo o Papo de Homem, do Pedro Dória no site No mínimo e li o enunciado acima: "O truque está nos sapatos". Avidamente fui ler o post cheia de fome de notícia. E fiquei meio sem ter o que dizer, não sei se ria da situação ou batia palmas para o idealizador do projeto que teve uma sacação e tanto e enxergou longe um nicho de mercado.

Segundo o autor anônimo do artigo, os darwinistas insinuam que as mulheres respeitam mais, inconscientemente, os homens mais altos. E que estes sapatos, com os saltos embutidos, fazem toda a diferença. via Arts & letters daily

Publicado por Pedro Doria - 25/11/06

O Luciano irmão do Zezé de Camargo que o diga. Pra ele tamanho é documento, vide os artifícios que faz uso...

25.11.06

Algolagnia - Tulio Bambino - Estréia 28/11/06



Algolagnia - Tulio Bambino



"Uma investigação sobre a prática do sexo extremo BDSM no Rio de janeiro, a partir de 12 participantes ativos desta modalidade. Tops e bottoms falam de amor, vida, religião e coisas de qualquer pessoa do mundo dito comum"




Estréia:


Exibição e debate no final da sessão
Terça-feira, dia 28/11, às 12 horas
Com a Profª Sílvia Oroz


Quarta-feira, dia 29/11, às 18 horas
Com o Prof. Marcelo Augusto


Cinema Estácio - Rua do Bispo 83 - Rio Comprido
Rio de Janeiro - RJ

24.11.06

Vitória - Alex Castro

Alex Castro é o tipo de autor que a gente ama ou odeia. Bastante conhecido nessa blogosfera de meu Deus, a fama do moço oscila entre a arrogância (hoje mesmo ele está abordando este assunto) e a ousadia. No entanto, ninguém nega uma coisa: o menino tem talento.

Em seu blog LLL, Liberal-Libertário-Libertino, passeia confortavelmente em diferentes estilos como a literatura, política e prisões que encarceram o ser humano ao longo da vida. Segundo ele, o LLL é um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor. É talvez o único blog não fetichista onde eu já vi podolatria sendo postada tão livremente entre resenhas literárias e uma receita de pão. O mocinho tem estilo.

Um apaixonado por pés assumido, é o descobridor da giganta e má Beattrice (euzinha em minha versão vitaminada). Viu potencial na malvadona aqui, quando nem eu mesma imaginava ser capaz de ter fantasias tão amorais. Criou também o blog Feet of Flickr onde garimpa belas imagens de pezinhos e é autor do melhor texto sobre malvadas, Elogio às Malvadas, que eu já li na net. Sem contar o apaixonado texto, Elogio aos pés, já postado aqui no blog.

Autor do mini-romance Mulher de Um Homem Só e do livro de contos Onde Perdemos Tudo, este disponível para compra na net, sempre insere uma ou outra cena podólatra em suas aventuras. Em seu site mantém uma página, Taras, só para linkar seus textos fetichistas. Segue abaixo um de seus contos postados no blog, Vitória.



Ele se perdeu por uma correntinha de sapato. Não foi só por isso, mas foi assim que começou. Ela passou andando, com sapatos maravilhosos, altos, poderosos. Quatro correntinhas de metal os prendiam em dois tornozelos perfeitos. Ela andava pela rua, saboreava os olhares que a acompanhavam, prendia cada homem e mulher pelo pescoço com aquelas mesmas correntinhas.

Mas ele foi mais além: ele a seguiu. Ela percebeu seu interesse e gostou. Andou mais um pouco pela cidade, saboreando seu novo cachorrinho. Saracoteava de cá pra lá, como quem mexe um osso diante de um cão, para divertir-se vendo-o também indo de cá pra lá, de lá pra cá. Enfeitiçado. Sem vontade própria.

Finalmente, decidiu dar uma chance para que ele mesmo buscasse a própria perdição. Assim era mais glorioso pra ela, sua vitória era mais completa. Sentou-se em um banco de praça e começou a massagear seus tornozelos. Ele parou à distância e não ousou se aproximar. Mais uma vez, ela saboreou o poder que exercia sobre ele. Lentamente, soltou as correntes que prendiam seu sapato esquerdo. Soltou as correntes sabendo que, ao fazer isso, prendia ainda mais as correntes que o ligavam a ela, as correntes que pendiam de seu pescoço. Era quase como dar o nó na forca.

Com o sapato solto em seus pés, ela cruzou as pernas e começou a balançar o pé, deixando o sapato sensualmente escorregar por ele. Dali a pouco, o sapato estava pendurado por seu dedão, em um tomara que caia, quase caindo, mas sem cair, e ela mexia o pé gostosamente, e o sapato ia de um lado a outro, em um movimento pendular hipnótico. O homem não conseguia tirar os olhos do pêndulo.

Por fim, entregou-se. Abandonou-se. Como um homem que se dirige ao cadafalso, como uma mariposa que se joga contra a chama, ele se aproximou dela. Atravessou a rua e não olhou pros lados, completamente fascinado, absolutamente derrotado. Em seu transe, quase foi atropelado por um ônibus.

Ela experimentou um instante de êxtase. Ainda queria brincar com ele, como uma gata brinca com o rato que já está em suas garras. Teria sido um desperdício e uma pena ele morrer ali, debaixo de um ônibus. Por outro lado, ela pensou, sentindo um calor dentro de si, que delicioso não teria sido vê-lo perder a vida assim por ela, vítima do torpor hipnótico que ela causara, uma baixa de sua beleza e sensualidade. Que glória imorredoura aquilo não teria sido. Na verdade, pouca diferença faria. Seu destino estava mesmo selado. Era questão de tempo. O fim da história era sempre o mesmo. Sua vitória era sempre absoluta.

Ele aproximou-se dela sem palavras. Ela somente abaixou os olhos para seus pés. Ele descalçou suavemente o sapato já quase descalçado e enterrou seus lábios entre seus dedos. Ela se sentia uma verdadeira deusa, poderosa, dispondo da vida e da morte, do prazer e da frustração.

Mandou que ela a calçasse novamente. E no clique das correntinhas se fechando, sentiu que era o destino daquele homem que também se decidia, que eram as portas da sua vida que se fechavam, que o clique era dela virando as chaves em sua fechadura e trancando-o para sempre dentro de si.

Tem certeza que deseja vir comigo?, ela perguntou. Adorava fazer essa pergunta. Considerava especialmente perverso e delicioso lhes dar a opção, sabendo que eles estavam totalmente impotentes para dizer não, que os tinha totalmente sob seu poder.

Uma deusa como eu não exige menos do que tudo. Quero dedicação completa. Exijo não só seu presente, mas seu futuro, que tomarei para mim, que deixará de existir, que não mais acontecerá. Minha vitória será completa. A glória será só minha.

Ele abaixou a cabeça, aceitou os termos, selou seu destino.

Feliz, excitada, poderosa, ela se levantou e ele a seguiu até seu castelo.

Tire a roupa e ajoelhe aqui, ela mandou. Ele obedeceu. Ela caminhou até seu trono, distante muitos metros, e disse: primeiro, terá que provar seu valor. Masturbe-se para mim. Masturbe-se em minha honra. Masturbe-se em minha homenagem. Quero te ver violado, desvirginado. Por mim. Agora.

Ele se masturba. Do seu trono, ela observa aquilo com gozo crescente. Cruza e descruza as pernas, massageia sua vagina, se sente molhada, se inundando de gozo, se inundando no gozo que vê nos olhos do homem.

Ele goza e ela sussurra: de novo. E de novo. E de novo.

O homem está cansado, exausto, mas apaixonado, fascinado. Nunca pensou que sua masturbação pudesse realmente fazê-lo se sentir desvirginado e violado, mas é assim que se sente. Derrotado. Manipulado. E excitado. Quando pensa que não conseguirá mais gozar, que seu pênis não subirá mais, que nem mais uma gota será derramada, ela ordena, em sua voz linda, doce, perversa: de novo. Mais uma. Quero mais uma homenagem. Prove o seu valor.

E o pênis castigado e cansado encontra novo alento, e sobe de novo, e goza de novo, ao ver aquela mulher poderosa e malvada a sua frente, sentada em seu trono, se deliciando com seu tormento. O gozo dela é o seu prazer. Sabê-la excitada é o que o excita. Apesar de estar com seu pênis duro na mão, ele se sente mais e mais emasculado. Como se realmente não existisse senão para o prazer dela. Como se não fosse mais ele, como se não fosse mais homem, como se fosse apenas uma extensão do corpo daquela mulher. Um consolo de carne e osso.

Finalmente, extasiada de tanto prazer, mas ainda querendo mais, sempre insaciável, ela caminha até ele: agora é a hora em que vai se provar digno. Será que ainda tem potência para mim?

Ele está nos limites do seu corpo, mas a simples proximidade dela lhe dá novo alento.

Vou te dar uma nova escolha. Ainda há tempo de salvar sua vida. Vá embora agora. Levante-se, vista-se e suma. E carregue pra sempre a lembrança dessa noite, e da deusa que poderia ter sido sua. Ou então entregue-se. Aceite seu destino, abdique de sua vida, se perca na glória de me dar prazer. Morra no gozo.

Ela se delicia com a confusão em seus olhos. Ela sabe que ele a deseja acima de tudo, mas também sabe que o instinto de auto-preservação é forte. Sabe que parte dele deseja fugir dali e viver. Mas é uma luta perdida.

A mulher dá de costas e caminha até sua cama de lençóis de seda. Atrás de si, escuta o homem precariamente se levantando e seguindo-a, seus passos descalços ecoando surdamente no chão de mármore do palácio. Mais uma vez, como não poderia deixar de ser, ela vencera.

O homem puxou energias de onde nem sabia que tinha. Lembrou-se que doentes terminais muitas vezes experimentam uma súbita e inesperada melhora logo antes do fim, como se seus corpos dessem tudo de si, reunissem suas últimas energias, por saber que já não precisarão dela amanhã. O homem sabia que não haveria amanhã para ele. Não havia porque guardar energias que não usaria. Usou tudo. Queimou tudo no altar daquela paixão insana.

Transaram por horas. Quanto mais ele a penetrava, mais se sentia penetrado. Quanto mais a possuía, mais se sentia possuído. Sentia que estava tudo ao avesso. Que a cada novo gozo da mulher, sua vida se esvaía, não para frente, mas para trás. Nas mãos dela, ele torna-se mais jovem, mais inexperiente a cada minuto. Ele percebe que seu destino será mais cruel do que apenas morrer. Ele não iria morrer. Ele iria regredir até a não-existência. Sumiria. Voltaria ao nada de onde viera. A cada novo gozo, ela se fortalecia e ele se enfraquecia. Ela olhava fundo em seus olhos e sorvia sua vida a golfadas, a lufadas, com prazer.

Dentro em pouco, a transferência tinha se completado. Ela estava no auge de seu poder, uma deusa do sexo, poderosa, absoluta, gloriosa, radiante. E ele já não era mais nada, seu corpo entrou em colapso de tanto esforço, tanto amor, tanta dedicação, tanto sexo.

Fortalecida por tantos orgasmos, por tantos gozos, por tantas delícias, ela se levantou da cama para admirar o fim daquele homem que tanto se dedicara por ela, que dera a vida por seu prazer. Ele tentou levantar um braço em sua direção, mas não conseguiu. Já não tinha forças. Seus membros já não mais o obedeciam. Apenas a seguia com os olhos, olhos carentes, desesperados, apaixonados. Ela dava voltas em torno da cama, admirando extasiada a extensão da sua vitória sobre aquele homem, saboreando o prazer inaudito de tê-lo feito voluntariamente abdicar da vida por ela, se deliciando em sua dor, em seu desespero, em sua impotência.

Lentamente, ele voltou ao barro primordial. Dele, de tanto amor e devoção, não sobrou nada, só uma laminha na cama. Ela pegou aquela lama nas mãos, aquele barro ainda quente, e enfiou os dedos gostosamente nele, apreciando o barulho úmido que fazia, passou aquele barro por todo o corpo, um verdadeiro tratamento de beleza, se deliciando ainda pelas últimas energias vitais daquele homem que tanto a amava.

Por fim, com o resto do barro, moldou um pequeno homenzinho e o colocou em sua estante, junto com vários outros homenzinhos que estavam lá. Seus troféus. Provas do seu poder.

Sua vitória finalmente estava completa. Sua glória era total. Do homem, só restou um bonequinho de barro, um troféu para lembrá-la de mais uma noite deliciosa.

23.11.06

Podolatria - Albert Zeitouni



A casa ao lado foi desocupada com a morte da viúva e, por alguns, meses permaneceu como que abandonada. Do quintal, Lucas olhava desolado por sobre o muro da divisa as ervas daninhas avançando sobre as roseiras tão persistentemente cultivadas e sentia uma certa nostalgia ao recordar a vetusta figura curvada sobre botões e espinhos no ocaso da vida. Depois de algum tempo, apareceu o filho herdeiro que mandou cimentar o que fora um jardim, e depois da mão de tinta convencional que cobre as lembranças e os indícios da presença, colocou a casa para alugar.

Num sábado, poucas semanas depois, um caminhão encostou descarregando a mobília de quatro moças muito animadas falando aos borbotões. Lucas comentou com a mãe que deviam ser estudantes da universidade e que suas presenças talvez emprestassem finalmente uma nota alegre nesta rua de aposentados e recém-casados. Na mesma noite ouviu-se um arrastar de móveis e um matraquear insistente permeado de gritinhos e exclamações. Lucas ficou na sala até muito tarde, mantendo baixo o volume da TV, e tentando absorver os sons da vida nova instalada a poucos metros de si. Era um jovem muito tímido, filho único, mãe e pai extremamente religiosos que cultivavam uma noção de pecado, que abrangia tudo que não fosse retidão, contenção ou humildade. Fora marcado para sempre quando surpreendido descobrindo a si mesmo e às surpresas dos hormônios em certas experiências solitárias nos primórdios da adolescência; e a coisa tomou um rumo meio desconcertado. Foi-lhe sugerido que essas práticas fariam sua virilidade desaparecer e que consumiria sua energia exsudando vergonhosos e reveladores estigmas purulentos no rosto.

Das novas vizinhas, uma o fascinava especialmente. Seus longos cabelos castanhos em rabo de cavalo revelavam um rosto autoconfiante, de riso fácil e olhos quase verdes que encaravam e faziam Lucas corar. Nos segredos da blusa pendulavam a feminilidade madura que explodia em curvas ladeira abaixo. E lá, no fim do caminho, os pés. Elegantes, delicados, obra-prima da natureza onde os tarsos harmonizavam com o delicioso calcâneo, onde a graciosa curvatura dos artelhos dava o acabamento perfeito ao dorso róseo e à pegada milagrosa. Um Lucas siderado fora a eles apresentados desnudos quando a viu regando a calçada. Nesse momento, ele descobriu como seria fácil adorar sem se expor, e mesmo cabisbaixo, lhe seria possível admirar e saborear os encantos das mulheres. E nenhuma outra parte do corpo é tão cultivada e paparicada como os pés. De sandálias, salto alto, plataforma, tênis, chinelas, pantufas, que riqueza de vestuário! Qual a intimidade maior daquela em que, de pernas largamente cruzadas, sobre o sofá, se passa o delicado pincel no ornamento esmaltado das pequenas unhas? E o que dizer do lânguido balançar distraído dos pés a brincar de se libertar do calçado? Foi disso que o desejo de Lucas se alimentou.

Em um determinado fim de tarde, com o coração a esmagar seu peito, pulou a divisa murada e furtou do varal vizinho uma meia soquete que sabia pertencer aos pés da amada. Deitava-se com ela nas mãos ou sob o rosto, ou ainda muito junto ao corpo que se fazia adulto. Antes de adormecer aspirava profundamente a intimidade dos vestígios de seu cheiro no algodão branco com listras vermelhas. Com o tempo a possuiu de todas as maneiras de que eram capazes sua imaginação e paixão e a fez amante.

Homem feito, a carregou para todos os lugares e lhe foi fiel. Mesmo casado, a soquete branca e de listras vermelhas era o vértice do triângulo no leito conjugal, e só podia amar depois de aspirar o fantasma daqueles pés que não mais sabia por onde andavam.


Albert Zeitouni - 24/10/2002


Postagem original: http://www.smcc.org.br/cultural-021024.html

"Sapatos e chinelos, objetos de fetiche"

"Sapatos e chinelos, objetos de fetiche" , blog do nosso amigo de Portugal, o Fetichista, acaba de ser atualizado. Ele que é um grande divulgador da prática da podolatria em terras lusitanas, pede aos fãs de gosto comum que visitem o seu blog para interagir com seus questionamentos, compartilhando relatos e fotos. Vale visitar!
"Tenho dias que só me apetece devorar literalmente os pés da minha mulher bem chulézudos,apetece-me que ela me algeme,me ponha uma venda e que simplesmente me obrigue a cheirar o seu chulé todinho!Que esfregue os pés no meu nariz e me obrigue a lamber bem direitinho entre os seus dedos dos pés,me fazendo ficar com um misto de tesão e repulsa!Adorava que ela ficasse uma semana usando a mesma meia de nylon em sapatos tipo sabrina,e que ao chegar a casa continuasse calçando seus chinelos com suas meias calçadas...me ficasse enchendo de vontade mas que durante essa semana não me deixasse cheirar nem chegar perto de seus pés, e que no final da semana,me algemasse,vendasse e me obrigasse a inalar cada milimetro do seu pé,me fizesse inalar e lamber cada pedacinho da sua meia de nylon!Acho q ia ficar extasiado de tesão,isso me daria imenso prazer!Já alguém pôs em prática este tipo de fantasia?Tenho um pouco de vergonha de confessar esta fantasia,parece-me um pouco pesada...mas me deixa louco só de imaginar! Eu já coloco em prática essa fantasia,mas as meias teem quanto muito 2 dias de uso,eu queria mesmo 1 semana,mas tenho vergonha de pedir. Aguardo as vossas sugestões... "
Fetichista


http://feticheporsapatos.blogspot.com/

21.11.06

Giantess - Festa Desejo de Copa do Mundo

Estas fotos foram feitas na Festa Desejo - Especial de Copa do Mundo, uma das festas mais lindinhas que fui. Lá, nós (malvadonas de plantão) encontramos alguns pequeninos dando sopa e, antes de esmagá-los, resolvemos brincar um pouquinho com eles. Espero que gostem.



- Meninas, olhem, tem um pequenino entre nós!





"Eu não sou pequeno, vocês é que são gigantas malvadas!"





- Achei um também! E este é arredio!


"Me larga!!!"





- Se tentar fugir eu te esmago, seu coisinha!!!


"Nãooooo Senhora... Por favor, piedade!"





- Ei, este tava fugindo...





- Prepare-se pra morrer, coisinha pequena...





- Não faça isso amiga, tenho um destino melhor pra ele.





- No chão agora, pequenino, queremos jogar futebol e vc será a bolinha!





"Nãooooooooooooooooooooo..."





"Socooooooorro, vocês são malvadas demais!"





"Parem, por favor, eu imploro, estou vendo tudo rodando!!!"





- Goooooooooooooool!!!!!





- O que foi pequenino? Está tonto? Dolorido? Coitadinho... Vou acabar com o seu sofrimento.





"Não, por favor, não quero morrer assim, sendo engolido por uma giganta malvada!"





- E quem disse que você tem querer!?




Montagem: Beth Vieira

15.11.06

Salma Hayek em "From Dusk Till Dawn"

Salma Hayek em "From Dusk Till Dawn"



Pois é meninos... Quem não viu esta cena, pelo menos já ouviu falar. O título em português é "Um drink no inferno" com direção de Robert Rodriguez e roteiro de Quentin Tarantino. A cena em si é sensualíssima, vale pela dança, pelo erotismo e pela "casquinha" que o Tarantino, taradão por pés, tira dos pés da Salma Hayek. A cena é perfeita!

13.11.06

A arte de Roberto Baldazzini - Heroínas de HQ

Após ter adquirido seu diploma como especialista em comércio, Roberto Baldazzini seguiu diversos rumos na arte. Em 1980, foi co-fundador do fanzine Pinguino, para quem criou o personagem 'Ronnie Fumoso', de um texto escrito por Daniele Brolli. Seu primeiro trabalho profissional apareceu na Oriente Express Magazine em 1980. Esta era para a série de ‘Alan Hassad', escrita também por Brolli.





Em 1984, nasceu sua heroina 'Stella Noris', fora de um cenario por Lorena Canossa Baldazzini. Este HQ se manteve até 1992 na Comic Art Magazine após a Oriente expresso. Ao mesmo tempo, Baldazzini trabalhou no ramo da publicidade. À partir de 1995 começa uma cooperação com a Blue Magazine, onde começou a focalizar nas HQ eróticas, caracterizando novos personagens como 'Ginger & Rogers', 'Angela' e 'Chiara Rosenberg'.



Seu estilo gráfico joga com o preto e branco, e seu talento para descrever mulheres sensuais tem feito dele um convidado regular em diversas revistas eróticas, tais como Glamour, Blue, Diva, Penthouse Comix e o Geisha.

Na podolatria, sua importância se dá graças às inserções de situações podo-fetichistas em seus quadrinhos, cenas de Dominação explicita com grande ênfase aos pés. Vale notar que seu estilo detalhista não dá menor atenção aos pés. É notório em seus ensaios fotográficos o cuidado que dá à exuberância das formas e de também dos belos pés.

http://www.baldazzini.it/

9.11.06

Brittany Murphy em "Cherry Falls"

Brittany Murphy - Cherry Falls



Esta cena é o máximo, pois a menina além de ordenar que o cara chupe seu dedão, ainda dá uns tapinhas com o pé na cabeça dele... Muito legal.

8.11.06

Bridget Fonda em "Jackie Brown"

Bridget Fonda - Jackie Brown (Feet Scene)


Esta cena é do filme Jackie Brown de Quentin Tarantino, este usuário do YouTube salvou a cena da exibição dos dedinhos em slow motions. Achei bem legal e resolvi divulgar!

7.11.06

Minha musa de havaianas - Junior

Já postei aqui um texto do Junior muito legal, está na sessão Eu e a Podolatria, onde ele comenta como nasceu a sua paixão por havaianas, mais especificamente sobre Surra de Chinelos. Este relato é diferente, mostra como uma mulher inteligente faz para seduzir seu amor podólatra. Vale a pena dar uma olhadinha. O mais legal é que este relato do Junior, foi digitado pela sua musa, super!!! Quem quiser ver fotos da mocinha é só clicar aqui e se deliciar com seu fotolog.


Começou hoje quando eu e minha musa fomos no Mega Shop (loja de fábrica da Alpargatas), fui comprar um tênis e, aproveitando para ver as ofertas, ela comprou um par de havaianas top azul escuro. No momento não dei bola, achava que ela precisava de um novo chinelo. Ela foi muito discreta em não deu a entender o que queria mais tarde, inclusive não tocou no assunto dentro do carro, nem vestiu as havaianas para eu ver. Depois de chegarmos em sua casa, jantamos e eu fui presenteado com as havaianas acompanhadas de seus belos pezinhos. Tiramos várias fotos enquanto assistíamos um dvd.

Aquilo foi o presente dos deuses, fui dominado por aqueles maravilhosos e cheirosos pezinhos. Me diverti igual a uma criança, tive um tesão tão grande que as preliminares que ela fazia esfregando seus pezinhos em meu corpo me deixava louco. Fiz uma coisa que nós nunca tínhamos feito, a despi e transamos muito gostoso com ela usando as havaianas e esfregando no meu rosto, cada chupão naqueles pezinhos me deixava mais embriagado de tesão, o orgasmo foi único e quase gozei em seus pés, mas vê-la nua e apenas de havaianas era o combustível para meu tesão permanecer, foi a coisa mais gostosa que acabamos de fazer. A experiência foi maravilhosa para ambos, e isso a valoriza cada vez mais como minha musa, eu posso dizer que sou um homem feliz!

3.11.06

De médico e de louco... / Beth Vieira

De médico e de louco, todo mundo tem um pouco, já dizia o ditado. Portanto, nada mais normal do que ser anormal. Recentemente, um dos leitores do blog fez um comentário sobre o seu fetiche por chinelos usados e com cheiro. O quanto isso o excitava e, principalmente, o quanto a sua vida sexual melhorou depois que ele expôs seu fetiche à sua parceira.



Fetichista disse...

Eu sou um fetichista assumido (pelos pés da minha mulher). Adoro cheirar-lhe e lamber-lhe os pés especialmente quando têm chulé. Adoro que ela ande de chinelos de borracha em casa e depois adoro que ela faça poses com o chinelo (dangling) e que me aproxime os pés calçados (com os chinelos bem usados) junto do meu nariz e boca. Depois cheiro e lambo os pés e os chinelos. Quanto mais moles forem os chinelos mais excitação me causa. Adoro também quando ela anda de sabrinas, adoro o cheiro dos sapatos dela! Confessei-lhe o meu fetiche e ela agora realiza-me todas as fantasias que lhe peço. Quanto mais marcados pelos seus pés os chinelos dela estiverem, e quanto mais usados e malcheirosos maior é a minha excitação. No entanto temos uma vida sexual perfeitamente normal. Considero que devemos confessar os nossos fetiches na íntegra à pessoa que Amamos, só assim nos sentiremos realizados.



E logo após este relato, lançou um questionamento:

Fetichista disse...

Mas alguém me pode dar uma explicação lógica para este meu fetiche por chinelos usados?? Dê-me a vossa opinião, em Portugal é assunto tabu! O que é certo é que eu Adoro chinelos de mulher, pretos bem usados e com chulé. Ás vezes sinto-me um pouco como se fosse doentio... aguardo as vossas opiniões...



E como na Podolatria Brasil ninguém fica sem resposta, fui procurar informações mais específicas. Cheguei a alguns sites de psicologia, dicionários de parafilias (fantasias, anseios sexuais ou comportamentos recorrentes, intensos e sexualmente excitantes envolvendo objetos não humanos e/ou práticas sexuais não comuns), algumas nomenclaturas estranhíssimas e cheguei a algumas informações interessantes de ser partilhadas.

Acredito que só o conhecimento liberta. Não vejo o fetiche como algo prejudicial à saúde ou à vida pessoal e profissional de ninguém, mas vale à pena deixar claro aqui, se um comportamento fetichista o faz sofrer por algum motivo é interessante que se procure ajuda profissional para entender melhor e, principalmente, aceitar-se.

“A parafilia é uma prática prejudicial à saúde emocional da pessoa, quando traz sofrimento emocional, prejuízos ocupacionais ao praticante e/ou a pessoa que é sua parceria sexual. Passa a ser uma prática danosa a saúde emocional da pessoa quando a prática da parafilia não é consensual entre os parceiros.”

João Batista Pedrosa – Terapeita Sexual - www.syntony.com.br/pedrosa



Parafilias relacionadas ao tema:

  • Fetichismo : fixação na excitação sexual através de objetos inanimados, peça de vestuário, como sapato, calcinha, anel ou outros como pessoa vestida com determinado tipo de roupa (látex, malha, laicra etc.), em determinadas posições, como sentado num penico, urinando num mictório público, dirigindo um auto etc. As situações são as mais variadas possíveis.
  • Misofilia : (ou riparofilia) atração sentida ao se cheirar, mastigar ou roçar suportes atléticos, cinto elástico com proteção para a região genital do homem, calcinha, absorventes, sutiãs ou outros objetos sujos , odores de decomposição ou excrementos.
  • Osmolagnia : excitação com odores corporais (cheiro de axilas, chulé...) O mesmo que olfatofilia, ozolagnia, osfresiolagnia ou barosmia.
  • Parcialismo : excitação sexual através de determinadas partes da anatomia corporal: nariz, mamilo, pé, dente, unha, dedo, mão, pêlo, testículo, bigode, braço, dedo, vagina, clitóris, pênis, nádega, mama, orelha etc.
  • Podofilia : atração erótica por pés. E um tipo particular de parcialismo.
  • Podolatria : situação particular de podofilia associada a componente sadomasoquista .
  • Retifilismo : fetichismo por sapatos.

Saiba mais sobre a Misofilia

O misofilista sente-se tremendamente atraído por mendigos, mulheres menstruadas, suor, chulé, roupa suja e artigos de higiene (absorvente, toalha e papel higiênico). Mas calma, antes de sair por aí fuçando no lixo de alguém saiba que há alguns recursos mais brandos para este fetiche, você pode comprar cocô de mentira ou manchar calcinhas com manteiga de amendoim e molho de tomate.

Às vezes a misofilia é apenas um fetiche onde todo o objeto relacionado com a anatomia é considerado erótico, os misofilistas nesse caso preferem vestir-se, friccionar-se ou masturbar-se com calcinhas usadas, absorventes, meias, chinelos, sapatos e outros objetos. Estes indivíduos podem ainda freqüentar lavanderias com a finalidade de roubar tais objetos. Por vezes começam explorando as gavetas da mãe ou da irmã, criando um sentido de tabu e de mistério quando tal experiência é repetida. Na Internet é comum encontrar mulheres vendendo calcinhas ou meias usadas.

Para outros a mística do prazer está relacionada com o olfato. É o que se chama olfatofilia, quando o cheiro do objeto está relacionado ao excitamento sexual. Alguns estudiosos afirmam que para o podolatra o cheiro do pé esta associado com o cheiro dos genitais. O praticante pode em algumas situações preferir o sexo quando a mulher estiver em seu período menstrual, o que pode ser muito prazeroso pois muitas mulheres ficam mais excitadas durante este período. Parceiros envolvidos no bondage e na relação D/s podem usar a misofilia como estímulo, forçando o submisso a beijar, lamber, cheirar, ou usar roupas sujas.



Feromônios

Muitos mamíferos marcam seu território e procuram parceiros para acasalar seguindo a urina ou fezes. Nós, seres humanos que pensamos ser criaturas mais elevadas, deixamos este costume há muito tempo, mas é certamente possível que nossa urina, fezes, e outros líquidos corporais contenham os produtos químicos que podem contribuir para ativar sentimentos de atração. Não é sem motivo que as indústrias de perfumes procuram incluir feromônios secretos em suas fórmulas. Os feromônios são uma espécie de perfume sexual capaz de atrair o sexo oposto. São mensageiros químicos, sinais aromáticos inconscientes que estão presentes nas secreções do corpo. O cheiro dos feromônios não é percebido pelo olfato, mas sem que a pessoa perceba eles transmitem uma informação capaz de fazer uma pessoa sentir-se atraída por outra.

Provavelmente os misofilistas possuem alta sensibilidade aos feromônios produzidos pelas secreções do corpo. Algo que devido as mudanças evolutivas em nossos corpos e hábitos e pelo uso de sabonetes, desodorantes e perfumes não fique tão evidente na maioria dos seres humanos como é em outros animais.


Fontes:

http://www.syntony.com.br/pedrosa/

http://www.homemdesacocheio.weblogger.terra.com.br/

2.11.06

Os teus pés & O inseto - Pablo Neruda

Pablo Neruda tem textos belíssimos, que envolvem e encantam. Ler um texto de Neruda é como mergulhar na sensualidade que existe em cada ser. Os dois textos à seguir são deliberadamente fetichistas. O primeiro, Os teus pés, é descaradamente podólatra. E o segundo texto, O inseto, faz uma alusao ao fetiche que é também de certa forma ligado à podolatria, o Giantess. Vale à pena ler os textos com um olhar podólatra e se imaginar nele. Espero que gostem.

Os teus pés

Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.

Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
a duplicada púrpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouco levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.





O inseto

Das tuas ancas aos teus pés
quero fazer uma longa viagem.

Sou mais pequeno que um inseto.

Percorro estas colinas,
são da cor da aveia,
têm trilhos estreitos
que só eu conheço,
centímetros queimados,
pálidas perspectivas.

Há aqui um monte.
Nunca dele sairei.
Oh que musgo gigante!
E uma cratera, uma rosa
de fogo humedecido!

Pelas tuas pernas desço
tecendo uma espiral
ou adormecendo na viagem
e alcanço os teus joelhos
duma dureza redonda
como os ásperos cumes
dum claro continente.

Para teus pés resvalo
para as oito aberturas
dos teus dedos agudos,
lentos, peninsulares,
e deles para o vazio
do lençol branco
caio, procurando cego
e faminto teu contorno
de vaso escaldante!

1.11.06

Mural de Recados - Post Permanente


Oi gente, já que o esquema dos classificados podólatras estavam indo tão bem, tive a idéia fazer um post permanente, onde cada um chega, deixa seu recadinho e e-mail e aguarda os resultados.

O que acham? Tá certo que não tem o glamour do site de relacionamentos do Podolatria Brasil, mas... Acho que inicialmente dá pro gasto. Vou começar deixando o meu recadinho lá nos comments, ok?!

Vai lá, dá uma espiadinha, deixe o seu recado. Garanto que você vai no mínimo se divertir tomando essa iniciativa...

Beijos

Beth